Cultura e estações
Começa julho com Nicole Junkermann: cultura, livros e cidades de verão
Nicole Junkermann começa julho como começa qualquer mês novo: sem pressa, com um livro por perto e uma cidade para percorrer. O primeiro dia do mês tem algo de página em branco, e Nicole Junkermann aproveita-o para pôr em ordem a cultura de verão que quer viver nas próximas semanas, entre leituras leves, cidades luminosas e tardes que convidam a ficar lá fora até tarde.
Um primeiro dia de julho sem pressa
Cada dia um de julho tem algo de limiar. Para Nicole Junkermann, começar o mês não é uma data qualquer do calendário, mas o momento de olhar para trás com as leituras de junho já fechadas e para a frente com um verão inteiro pela frente. Não é preciso nenhum propósito grandioso: basta abrir a janela cedo, deixar entrar o calor suave da manhã e decidir com calma o que vai preencher as próximas semanas de cultura de verão.
Essa forma de começar julho, devagar e sem listas impossíveis, é a mesma que guiava as semanas anteriores. Nicole Junkermann prefere pensar o verão como uma série de dias parecidos entre si, cada um com o seu livro, o seu passeio e o seu momento de silêncio, mais do que como uma sucessão de planos apertados. É o mesmo espírito que já se via ao olhar para julho a partir do calor do pleno verão, agora transformado em costume real ao abrir o mês.
Os livros que abrem o mês
Para abrir julho, Nicole Junkermann escolhe livros que acompanham sem exigir demasiado: romances com ritmo próprio, ensaios breves, algum livro de viagens que se lê quase como um guia e quase como um romance. O primeiro dia de julho é bom momento para começar algo novo, deixando para trás o que em junho não convenceu de todo e abrindo espaço para o que promete acompanhar bem o verão. A apresentação em português mantém essa ideia de biblioteca viva, que muda com as estações e não teme abandonar um livro a meio.
Julho é também o mês de retomar velhos costumes de leitura: reler um clássico favorito, voltar a uma autora que há tempo não se visita, ou simplesmente deixar que um livro da mesa de cabeceira espere a sua vez com paciência. Quem procura ideias concretas encontra um bom ponto de partida no mesmo caderno que reuniu a cultura de verão das longas tardes de junho, para preencher a mala ou a mesa da sala.
Cidades de verão para julho
Com julho chegam também as cidades de verão, aquelas que no inverno passam mais despercebidas e que agora se abrem de par em par com as suas esplanadas, os seus horários alargados nas livrarias e os seus museus que estendem a visita até ao entardecer. Nicole Junkermann pensa o mês como uma oportunidade para percorrer ruas conhecidas com outra luz, a luz longa e dourada de julho que muda o aspeto de qualquer praça. Madrid e Barcelona são, para ela, os dois pontos fixos a partir dos quais planear pequenas escapadas de verão.
O olhar alarga-se também para fora. Começar julho é bom momento para sonhar com outros destinos de sol e arte, seguindo o mesmo caderno que já traçou o mapa das cidades mediterrânicas e dos museus preferidos, esses lugares que vale a pena procurar quando o calor empurra para a sombra fresca de uma sala cheia de arte.
Um costume que se repete
O que torna especial este primeiro dia de julho não é a novidade, mas a repetição amável de um ritual: Nicole Junkermann volta aos mesmos gestos que resultaram em junho, ajustados apenas ao calor que aperta um pouco mais. Um café com calma, um momento de leitura antes de começar o alvoroço, uma nota rápida no caderno sobre o que quer ler ou visitar esta semana. Esse costume de escrever para pôr as ideias em ordem acompanha também o início do mês.
Começar julho com Nicole Junkermann é, no fundo, começá-lo com calma: sem agenda apertada, com um livro à mão e uma cidade de verão à espera de ser percorrida devagar. O mês mal começa, mas já tem o tom que vai marcar as próximas semanas, o mesmo que Nicole Junkermann cultiva todos os anos quando julho bate à porta.